Onde está a criança que você foi um dia? #ModalissaReflete

Dizem por aí que ser criança é a melhor coisa que existe. Ser criança é viver anos leves, em que você começa a se formar em sua própria identidade, a conhecer e reconhecer as pessoas e coisas.

Você brinca, você ri de tudo, é tudo tão simples e divertido. Não há preocupações, dores, dissabores. A única preocupação é a brincadeira do dia, quem vai contar ou se esconder no pique-esconde, o presente que vai estar na surpresa do Mc Lanche Feliz.

E depois que a infância passa, é como se o encanto mágico desaparecesse. O que resta em nós para continuar a vida? 
Outro dia me peguei pensando: O que eu levo comigo da minha infância? Será que ficou alguma coisa daquela época em mim?



Em meio às minhas reflexões, lembro dos tempos de escola, das brincadeiras com as Barbies que eu adorava, de como ficava feliz quando tirava um 10, de como o riso era fácil. 

Lembro dos cheiros dos biscoitos recheados, dos sucos de caixinha e dos salgadinhos que vinham com tatuagens falsas. Tudo isso está em um cantinho bem especial da minha memória. 

Mas, o que reside da vivência infantil, na minha vida adulta hoje?


Eu gosto de viver tranquila, com muita leveza e paz, sem brigas e mágoas, sempre em harmonia, e talvez eu tenha herdado isso dos meus tempos de criança. 
A pureza e simplicidade são essenciais na vida adulta, porque a cada dia vemos como tudo pode se tornar tão sério e se complicar em apenas um minuto do dia.

Independente da idade que você que está lendo esse texto tenha, aposto que concorda que uma vida mais simples é melhor de se viver, mas nem sempre tão fácil de se alcançar. Tô certa?


Acredito que devemos estar em um exercício constante de melhorar nossa vida interior e a vida ao nosso redor. Praticar e cultivar a leveza e a paz, é algo que com certeza trago da minha criança para mim hoje.


Na vida a gente se descobre o tempo todo. Nossa personalidade, nossas vontades, sonhos, tudo isso vem aos poucos. Mas lá atrás, a criança que a gente foi sempre deu indícios do que nossa vida viria a se tornar no futuro.

Às vezes, nos esquecemos de quem somos e é importante voltar e lembrar de coisas que nos fortaleçam perante nós mesmos. O que você gostava de fazer quando era criança? O que te deixava feliz? E triste? O que todo mundo dizia sobre você naqueles tempos?


Quando eu era criança as pessoas sempre diziam que eu era meiga, tranquila, quietinha, que me comunicava bem, que escrevia bem, que música era minha cara e que adorava me destacar no que eu me propunha a fazer. Todos estavam certos!

Acredito que a gente se mostra ao mundo bem cedo, independente do tempo que leve para nos aceitarmos do jeito que somos, mas às vezes nos perdemos no caminho e não sabemos no que nos apoiar para poder voltar à realidade. Será que voltar à infância ajudaria no processo?


A criança é o futuro, é a esperança de melhorarmos em todos os âmbitos possíveis. A criança também é ingenuidade, serenidade, sinceridade, a possibilidade de toda uma vida pela frente. Ser criança é ser inspiração.

O legal de falar sobre isso é se dar conta de que todos nós fomos isso um dia. Todos nós tivemos essa ingenuidade, todos nós falávamos a primeira coisa que vinha à cabeça, todos nós já fomos essa possibilidade de um futuro melhor. 

A criança que você foi teria orgulho de você hoje? Você fez jus a todo o poder inconsciente que já teve um dia? Ou a criança já se perdeu há muito tempo?




Se um dia pudemos mudar o mundo, significa que ainda podemos. Se um dia fomos tão sinceros, porque mascarar tanto as coisas? Se fomos tão tranquilos, porque será que o estresse chega por tão pouco?

Não estou dizendo que devemos ser eternas crianças e viver com síndrome de Peter Pan. Mas a vida fica muito mais linda quando existe um brilho no olhar, esperança, vontade de fazer as coisas, de mudar... Quando exercitamos a sinceridade, a coragem, o bem estar!


A criança que eu fui um dia está comigo nas minhas escolhas e decisões no meu cotidiano, em respeitar a pessoa que eu sou, em buscar concretizar algum sonho ou desejo. A criança que eu fui  me ajuda todo dia a não pesar as coisas e sim em simplificar. em deixar ir o que não faz bem.

A criança que eu fui  me direciona para os prazeres da vida, a aproveitar os momentos, as pessoas, as comidas, os risos, os dias... E a criança que você foi mora em que parte de você?

Eu nunca deixei minha criança ir embora, pois ela é na verdade a base de tudo. Acho que seremos adultos bem melhores e mais felizes se construirmos uma vida baseada no que realmente importa. Por isso acho que dizem tanto por aí que ser criança é a melhor coisa que existe...


Espero vocês com mais no meu Instagram @alissamagalhaes
Beijos!

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