Minissaia tem história?

Uma peça feminina, básica, versátil, julgada, pré-conceituada e amada. Claro que existe história por trás da minissaia! 

Quem gosta e acompanha, sabe que moda é mais que um pedaço de pano, é uma identidade, uma forma de expressão que carrega impacto e relevância.  Como eu disse logo no início do blog, em janeiro passado, é uma extensão do pensamento.

A minissaia hoje é uma peça difundida em todas as partes do mundo, mas começou lá atrás como uma ferramenta usada pelas jovens "rebeldes" para se destacar e fazer algum tipo de diferença.


Símbolo da moda em meados dos anos 1960, a minissaia foi fruto da Swinging London, que foi um movimento que enfatizou a efervescência cultural e as novidades do mundo moderno na capital inglesa. Pautada pelo crescente consumismo que começou no fim dos anos 50, e pela juventude desenfreada, a minissaia veio cheia de conceitos libertários e desafiadores.

Nomes como André Courrèges e Helen Rose são citados pelos conhecedores de história da moda como precursores das saias, mas o termo "minissaia" foi obra da estilista Mary Quant que era apaixonada pelo carro Mini. Lembrando que Pierre Cardin e Yves Saint Laurent também criaram coleções de minissaias, todos nesse mesmo período do boom da cultura pop.


Naquela época, as mulheres tentavam se desprender dos padrões de vestimenta patriarcais, que já eram antiquados na década em que viviam. As minissaias traziam liberdade, eram práticas e facilitavam os movimentos.

Foto: QuidRides
A estilista Mary Quant já mencionou em entrevistas que desenvolveu a bainha mais curta nas saias exatamente porquê as mulheres da época buscavam emancipação e libertação. Fora o conforto, né? Se despir daqueles panos todos deve ter realmente sido um alívio e uma vitória!

Mostrar a pele era um ato verdadeiramente feminista, e o feminismo nada mais é que a prática de direitos iguais para todos os gêneros, sem radicalismos!



A liberdade que a escolha de uma roupa mais curta traz para a vida de uma mulher, nada tem a ver com vulgaridade ou deselegância. Uma peça de roupa é um traço da personalidade de cada indivíduo, o que diz se uma pessoa é vulgar ou não são atitudes, não escolhas de vestuário. Vale refletir!


Estudando sobre o assunto, soube que as força da minissaia foi tão grande na época de sua estreia, que as boutiques de Londres não conseguiam acompanhar a demanda das jovens. Mary Quant, também dona da loja inglesa Bazaar, construiu sua primeira coleção com destaque à minissaia porque foi inspirada pelas meninas da época a ressaltar a indepedência que a peça poderia trazer. Incrível, né? As mulheres também buscavam mais diversão na hora de se vestir. Acabaram com a chatice do mundo! Vamos aplaudir!


Vocês acreditam que a minissaia chegou a ser proibida na Holanda? Mas não durou muito. Aquela geração, proveniente do movimento hippie, era tão consciente de seus direitos humanos e ideais que não deixou por menos e lutou até conseguir. Genial!


O que podemos concluir de toda essa história é que moda é a objetivação de um ideal, de um sonho, uma vontade. É algo que existe para libertar, desprender e inovar. A minissaia é um fato. E é daqueles que a gente pode arriscar dizer que será vivido por toda a eternidade.

Preciso explicar o tema do post de hoje, que é de extrema importância pra mim. Estou no processo de TCC na faculdade (em breve, jornalista!) e meu tema é  Assédio sexual e o Vestuário feminino. Nas leituras, estudos e análises que fiz, a história da moda esteve e está presente. Venho aprendendo tanta coisa nesses últimos meses que seria injusto não compartilhar com vocês!

Espero que tenham gostado de conhecer mais um pouquinho sobre essa parte tão interessante e importante da história da moda mundial!
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Beijos revolucionários!



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