Fast Fashion: Coisa do passado?

Quem é ligado em moda já sabe que a Forever 21 entrou com pedido de falência e vai fechar mais de 150 lojas ao redor do mundo. 

Essa notícia pegou muita gente de surpresa, porém se a gente analisar o modo de consumo que o mundo está vivendo agora, conseguimos entender melhor os motivos dessas mudanças!

O poder das lojas de fast fashion

O conceito de fast fashion sempre me agradou, pois representa muito a vertente democrática da moda. Peças a custo baixo, inspiradas nas grandes coleções de grifes e estilistas conceituados, com qualidade inferior de fábrica, porém ainda digna de consumo: Na minha cabeça, não existe nada melhor que isso!

A produção em massa de peças de todos os tipos, para todos os estilos, versatilidade nas araras, rotatividade imensa, tudo isso parece ser a receita do sucesso eterno, né? E foi dessa forma durante muito tempo. Mas, assim como tudo na vida, a economia muda e o comportamento do consumidor corre junto com essas transformações.

Forever 21 de Miami. Foto: Flickr

Quais são as principais transformações no mercado da moda?

O consumo consciente, o slow fashion junto ao slow beauty, a oposição ao trabalho escravo que é comum em fábricas têxteis, a ideia de comprar roupas únicas que só você vai poder ter, a afirmação de identidade e sustentabilidade são as principais causas da decadência de lojas como a americana Forever 21.

Os brechós estão cada vez mais fortes e a ideia de se vestir com personalidade e não surfar na onda do que a maioria faz veio forte na geração Z e dos Millenials, que precisam contar uma história por meio de suas vivências e experiências. A efemeridade das lojas de departamento já não é tão atraente assim.

Alguns economistas ainda afirmam que além da mudança no comportamento das pessoas, existe a mudança para a economia digital. Outras fast fashion fortes no mundo como a Zara (da Espanha) e a H&M (da Suécia) também entraram na briga com a Forever 21 para buscar melhores pontos de venda, mas não se atentaram que a verdadeira concorrência era o e-commerce, mais forte a cada dia.

A ideia de ter o armário cheio de peças que muitas vezes você esquece que tem e não veste, de pagar mais barato e ter uma roupa que outras pessoas vão ter igual e de estar ligado ao consumo descartável das massas são coisas do passado. Ou será que estamos discutindo mais um acontecimento transitório na sociedade?

A moda é cíclica e as gerações se antagonizam. Será que essa realidade atual vai perdurar? Qual será o futuro do consumo de moda no mundo?

Deixo vocês com a reflexão dessas perguntas.
Até breve com mais informações!

Beijos

2 comentários:

  1. Genteeeee, chocada!! Eu sempre vejo as blogueiras falando dessa loja, quem diria que um dia eu leria que ela está em falência. Chocadaaa!! Eu já li muito e já assisti muitas reportagens sobre trabalho escravo em fábricas de confecção. Felizmente as pessoas e empresas estão começando a se conscientizar, depois que passaram a denunciar. Espero que um dia isso tudo acabe.

    mundogarota.com

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    1. Pois é :) A conscientização é super importante. Acredito no poder das fast fashion, se elas conseguirem se reinventar junto ao mercado, todo mundo sai satisfeito! Obrigada pelo comentário, beijos!!

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