Reflexões sobre a vida adulta


Estou concluindo a metade dos meus 24 anos e muita coisa mudou desde que completei a maioridade, há pouco mais de 3 anos.

Quando era criança sempre ouvia os adultos dizerem que vida de gente grande não era fácil, que os desafios eram diários, que os problemas só aumentavam. Nunca acreditei muito nisso, sempre fui uma pessoa muito positiva, sem tendência a sofrimentos, a lidar com problemas. Mal sabia eu que o buraco da vida adulta era muito mais embaixo.

Uma das coisas que mais mudou pra mim nos últimos anos foi a minha postura em relação às situações e pessoas. Sempre tive uma personalidade mais séria, centrada, porém com o passar dos anos me sinto muito mais observadora de tudo o que faz parte da minha rotina, e, com isso, levo mais a sério o que faço, o que digo e o que ouço dos outros.

O que as pessoas pensam sobre nós pode pesar em algum momento, mas o que de fato importa é como a gente se enxerga. Ser satisfeito consigo é um desafio, um trabalho diário, em que a autoestima, a autocrítica e o autoconhecimento precisam andar juntos o tempo inteiro (e sinto que vai ser assim a vida toda).




Desconfio muito mais de tudo e todos e sou cautelosa quando deixo algo novo entrar na minha vida. Tenho dificuldades com o superficial e prefiro não ser rodeada por tantas pessoas, pois isso significa muitas energias conflitantes diferentes perto de mim. Gosto de leveza e serenidade, em todas as coisas.

A parte legal da vida adulta é ter o poder de escolha, decidir sobre si mesmo, saber que sua independência pode te levar longe, que você pode fazer a diferença pra você mesmo. Sim, é divertido ser dono de si! Difícil? Claro. Mas não deixa de ser uma jornada divertida.

Aprendi a buscar minha paz, a amar o meu jeito de ser, qualidades e defeitos.  Hoje espero muito mais da vida, porém é por meio das minhas ações que realizo meus desejos e sonhos. Ao mesmo tempo que levo o que faço da vida a sério, não quero levar a vida tão a sério.


Os problemas vão existir, mas se eu tenho a capacidade de resolvê-los tá tudo bem. E se eu não tiver, tá tudo bem também, significa que eles já estão solucionados.

A vida é o que é. Linda, cheia de luz, possibilidades, emoções, alegrias, aprendizados. Busco o tempo todo aprender algo novo, colocar em prática alguma boa ação, fazer bem ao meu próximo, do jeito que der, sem me violar. A gente tem o poder de transformar o que existe dentro da gente, pra melhor ou pra pior. Não podemos perder essa consciência.

Paciência, equilíbrio, calma e tranquilidade são palavras de lei que eu tento usar nos meus dias, para melhorar o que quer que esteja acontecendo no momento. Porque eu sei que é só o começo, e eu quero e mereço uma vida feliz. Os obstáculos existirão sempre para deixar tudo mais emocionante.

E você? Como está lidando com o início da vida adulta?



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