20 e poucos anos...

Tenho o costume de contar o tempo na época que antecede meu aniversário, que é 1º de julho. Aniversário não é só mais um ano de vida, é o momento em que pensamos sobre nossas resoluções pessoais, é o "ano novo" de fato começando. 

Todo ano, eu penso, reflito sobre quem eu era, quem sou e quem pretendo ser, o que tem que mudar e o que tem que continuar. O engraçado é o que o que fala mais alto nesse momento pra mim é a questão da idade. Esse ano faço 21 anos, a idade dos "realmente" adultos, e confesso que isso me assusta um pouco. Sempre tive, desde novinha, a vontade incessante de crescer logo, trabalhar, ter vida séria, com problemas pra resolver e muita coisa pra fazer. Hoje, a vontade de ter uma vida regada de paz me consome inteiramente, acredito que minha recente "maturidade" vem me trazendo isso. Com tanta pressão interna e externa, que eu e muitos da minha idade passam sobre a questão profissional e sobre não ser mais criança e ao mesmo tempo não ser gente grande, ter paz interior ajuda no processo.

Depois que a adolescência passa, é como se os pepinos que temos para resolver fossem mais pessoais, mais delicados. Depois que fiz 20, muita coisa mudou, muito se desenvolveu dentro de mim, tudo ficou mais sério. É como se as decisões se fortalecessem ou se quebrassem de vez, é realmente aquela ideia de começar a ser dono do próprio nariz, ter a liberdade de fazer escolhas em todos os âmbitos da vida. Ao mesmo tempo, tenho a sensação que estou nos meus últimos anos de vida fácil e que depois dos 25 tudo vai ficar sério de verdade, problemático de verdade, quando vai ser eu por mim mesma nessa vida.

Estou em uma fase de transição em que o fim da faculdade está próximo, as relações estão mais firmes e as vontades relacionadas ao presente também já estão definidas. Já fui muito idealista em relação ao futuro, mas hoje percebo que tudo é melhor com mais calma, é a velha frase que fruto que não está maduro não presta. Tenho planos, muitos sonhos, sonho alto lá em cima mesmo, desejo com todo o meu coração as coisas que julgo essenciais para minha felicidade, mas trago comigo serenidade. Bastante serenidade e calma, confio em algum tipo de energia universal e cósmica que me faz ter fé e equilíbrio para seguir adiante sem muitas preocupações. A vida é linda, então acho que descomplicar o que quer que seja é necessário.

Não tenho pressa. Tenho vontades, alguns anseios, mas penso comigo: minha vida acabou de começar, hoje consigo enxergar a mim mesma e às coisas ao meu redor com mais clareza, e isso me faz ter esperança de que minha vida vai continuar cheia de paz. Vou começar a poder fazer coisas que sempre quis, conhecer o que sempre desejei e conquistar o que sempre sonhei.

Para todos nós, jovens, com toda a minha pouca experiência e tempo de vida, creio que o essencial é ter paciência, tranquilidade, muita reflexão antes de agir e muita responsabilidade em nossos atos. O resto a vida ensina. Que seja a melhor década da minha e das nossas vidas!

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